Cimeira da UA: Israel acusa África do Sul de participar na expulsão de sua diplomata

 E a África do Sul pede Israel para fundamentar a sua queixa.

Israel já reagiu à expulsão da sua diplomata da Cimeira da Uniao Africana, que arrancou ontem, na capital etíope, Addis Abeba, acusando o Irão, com a ajuda da Argélia e da África do Sul, de orquestrar a expulsão de uma diplomata israelita da cimeira da União Africana.

Entretanto, uma fonte da organização da Uniao Africana, justificou que a diplomata israelense Sharon Bar-li não tinha sido convidada à Cimeira, mas apenas o convite dizia respeito apenas para o embaixador israelita e que ele não se poderia fazer representar por mais ninguém.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra os seguranças a escoltar a vice-directora geral para África do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Sharon Bar-li, para fora da cimeira da União Africana (UA).

O jornal israelense Haaretz, disse ter fontes diplomáticas de que Bar-Li estava autorizada a  participar da cúpula e que ela retornará. Mas conforme a organização, houve um convite ao  embaixador de Israel na União Africana, Aleli Admasu, mas que era intransferível. “É lamentável que o indivíduo em questão tenha abusado de tal cortesia”, disse a porta-voz do chefe da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat.

Israel conseguiu tornar-se observador da UA em 2021, mas esse fato não foi aceito por vários países do bloco.

A Argélia defendeu rescindir esse status no ano passado e um comitê foi criado para analisar o assunto, que seria decidido possivelmente na atual conferência de dois dias. A Autoridade Palestina, que é observadora desde 2013, também pede a saída de Israel, em razão do apartheid promovido contra palestinos.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que a exclusão foi conduzida por Argélia e África do Sul, os quais chamou de “estados extremos” que controlam a UA e são  “controlados pelo Irã”. Ele pediu aos demais membros do bloco de 55 países – dos quais mantém relações com 46 – que se posicionem. Sobre isso, o porta-voz do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, Vincent Magwenya, disse à imprensa que cobre a cimeira o seguinte: “Eles devem fundamentar sua queixa”.

Dos 55 países que pertencem à União Africana, marcaram presença na capital da Etiópia 35 e pelo menos quatro primeiros-ministros.

Fonte :rfi/EuroNews/zebra

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