GSDA forma mentoras em saúde mental e cura de traumas

A GSDA – Gender And Sustainable Development Association, uma organização  moçambicaana, em parceria com a UAF, formou hoje, em Maputo, 30 mentoras sobre saúde mental e cura de traumas não resolvidos, no contexto da campanha dos 16 dias de activismo pelo fim da violência contra a mulher.

As formandas são provenientes de organizações e plataformas membro da GSDA e parceiros oriundas da província e cidade de Maputo.

A campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres” teve origem em 1991, organizada pelo Centro de Liderança Global das Mulheres que fixou o período de 25 de novembro a 10 de dezembro para discutir, refletir, bem como denunciar as várias formas de discriminação e violência contra as mulheres no mundo.

A facilitadora, Felicia Gooses é uma jovem sul africana que começou por partilhar a sua história.  A jovem nasceu numa prisão em Banconk, Tailandia.  A mãe era presa, porque foi encontrada com drogas e carregava na altura a Felícia no ventre. Com apenas três anos de vida, ela foi separada da mãe, cujo reencontro só aconteceu quando tinha 21 anos, após a libertação da mãe.

Sheila Manjate, gestora de Programa de Género e Governação na GSDA, disse na sessão de abertura que a organização pretende com esta sessão partilhar conhecimentos, boas práticas e experiências sobre a saúde mental e cura de traumas para que mentoras e activistas  sejam capazes de implementar os programas e acções de promoção e protecção dos direitos das mulheres;

É ainda objectivo da sessão, dotar as participantes de conhecimentos sobre o conceito de saúde mental e cura de traumas na perspectiva de género; enfatizar a importância da saúde mental e o envolvimento das comunidades nos processos de cura de traumas; facilitar a criação do grupo de mentoras de saúde mental no contexto do combate a Violencia baseada no género e elaborar um plano de acção para a implementação de saúde mental  na perspectiva de género.

Sheila Manjate lembrou que a violência contra a mulher,  constitui uma das formas de violência baseada no género, reconhecida como um problema de saúde pública que  está muito presente na realidade moçambicana e tem um grande impacto na saúde mental e física das vítimas.

O país tem uma história de colonialismo e, após a independência em 1975, iniciou-se uma guerra de desestabilização que durou 16 anos, durante os quais muitas famílias foram destruídas, e em muitos  casos, as mulheres foram sujeitas a todo o tipo de violência, desde a sexual à física e psicológica, deixando-as numa situação de extrema vulnerabilidade.

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