Manifestações: Governo sul africano coloca 3.400 militares nas ruas

O Governo de Cyril Ramaphosa destacou pelo menos 3.400 militares do exército sul-africano (SANDF, na sigla em inglês) para apoiar a Polícia na “prevenção e combate a qualquer ato de criminalidade e para manter a ordem pública”, na sequência da greve convocada para hoje pelo Partido dos Combatentes de Liberdade Econômica.

Os manifestantes pedem a renúncia do Presidente Ramaphosa, que é também presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), no poder desde 1994. Protestam ainda os “cortes de eletricidade e uma economia em “colapso”.

Na sequência das manifestações, 87 pessoas tinham sido detidas até a tarde de hoje, por “violência pública”. Enquanto milhares de pessoas reuniam-se numa praça na capital Pretória, com o intuito de marchar até aos Edifícios da União, a sede do Governo, outras reuniam-se em outras partes do país, numa situação marcada pela forte presença militar.

“Os agentes da autoridade, através da Estrutura Nacional Conjunta de Operações e Inteligência (NATJOINTS), prenderam, nas últimas 12 horas, 87 manifestantes em todo o país por crimes relacionados com violência pública”, referiu a polícia sul-africana (SAPS), em comunicado de imprensa divulgada hoje.

As autoridades deram a conhecer que confiscaram “pelo menos 24.300 pneus” – regularmente utilizados como combustível em protestos violentos no país.

Segundo as autoridades, os pneus foram colocados estrategicamente para atos de criminalidade. Destes pneus, 6.000 foram apreendidos no Cabo Ocidental, 4.500 no Free State, 3.600 em Gauteng e 1.513 no Cabo.

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