Mortes por Covid-19 na África atingem recorde

Em uma semana, mais de 6,4 mil pacientes não sobreviveram esta semana, sendo que a maioria era da África do Sul e da Tunísia. Representante da OMS afirma que o continente ainda enfrenta o pico da terceira onda.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou nesta quinta-feira, 5 de Agosto, o balanço semanal dos casos de Covid-19 no continente africano. Entre 26 de Julho e 1 de Agosto, o total de novos casos subiu 19%, para mais de 278 mil pessoas infectadas.

A OMS destaca ainda que as mortes por coronavírus atingiram um novo recorde na última semana na África: mais de 6,4 mil pacientes não conseguiram sobreviver. A maioria das fatalidades ocorreu na África do Sul e na Tunísia. Juntos, os dois países registararam 55% dos óbitos por coronavírus. Desde o início da pandemia, mais de 172 mil pessoas morreram na África de Covid-19, representando 4% do total de mortes globais.  Segundo A especialista do Escritório Regional da OMS para África, Phionah Atuhebwe, os últimos dados mostram que a África ainda enfrenta o pico de uma terceira onde de Covid e por isso, não se pode baixar a guarda. A variante Delta, que é altamente transmissível, foi encontrada em 29 nações africanas. A variante Alpha está presente em 39 nações e a Beta, em 35.

Entrega de vacinas

A OMS destaca que ao mesmo tempo em que os casos de Covid sobem, aumentam também as entregas de vacina. Quase 12 milhões de doses chegaram ao continente em julho por meio do mecanismo Covax, mais do que o total de doses recebidas de abril a junho.

Apenas 1,7% da população africana, ou 24 milhões de pessoas, já está completamente vacinada. Para vacinar 30% da população até o fim do ano, o continente precisa receber mais 729 milhões de doses.

União Africana

A Covax tem a meta de entregar 520 milhões de doses para a África até o fim de 2021. A OMS explica também que 90% dessas vacinas já estão separadas para países do continente e devem ser entregues no fim de Setembro.

A União Africana fez uma parceria com a Johnson & Johnson e a expectativa é pela entrega de 16 milhões de doses da vacina Janssen dentro de um mês e meio. Pelo acordo, a farmacêutica deverá disponibilizar, ao todo, 400 milhões de doses para os países-membros da União Africana.

Segundo a representante da OMS, as novidades sobre a vacinação são positivas. Phionah Atuhebwe lembra que os países precisam colocar em prática estratégias de vacinação, para proteger de forma eficiente os mais vulneráveis.

Nações ricas que adiem até Setembro doses de reforço da vacina

Agência considera prioritário o abastecimento de imunizantes a economias de baixa renda, pois, dificuldades ditaram que grupo de nações tenha conseguido aplicar 1,5 dose a cada 100 pessoas.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, pediu esta quarta-feira, em Genebra, que os países ricos tenham uma moratória nas vacinações de reforço contra o coronavírus até o final de Setembro.

O argumento da agência da ONU é que se deve manter o foco na entrega de vacinas para ajudar os países menos desenvolvidos a imunizar pelo menos 10% de suas populações, reduzindo as disparidades de vacinação no mundo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, justifica o pedido de interrupção de pelo menos dois meses afirmando que é preciso fazer “uma reversão urgente da maioria das vacinas indo dos países de alta renda a nações de baixa renda”.

O chefe da agência disse compreender a preocupação de todos os governos em proteger seus povos da variante Delta.

Mas argumentou que não se pode e nem se deve “aceitar países que já usaram a maior parte do suprimento global de vacinas, aplicando ainda mais doses enquanto as pessoas mais vulneráveis ​​seguem desprotegidas.”

Das mais de 4 bilhões de doses já administradas no globo, mais de 80% foram em países de rendas alta e média alta.

Nas economias de alta renda foram dadas “quase 100 doses para cada 100 pessoas”. Já os países de baixa renda “administraram 1,5 dose para cada 100 pessoas devido à falta de abastecimento.”

Nações africanas conseguiram aplicar cinco doses por 100 habitantes, em comparação com as 88 doses para 100 pessoas da Europa e 85 da América do Norte.

A preocupação da OMS é com o aumento de mortes registradas em nações africanas nos últimos meses, em cenário onde profissionais de saúde e idosos ou pessoas vulneráveis ​​permaneceram totalmente desprotegidos.

A urgência de vacinar mais pessoas é justificada pela rápida expansão da variante Delta, considerada a mais contagiosa em circulação e com potencial de causar doenças mais graves.

Tedros considera inaceitável que milhões de pessoas não vacinadas ainda não puderam ficar em casa para que possam trabalhar, ficando expostas à transmissão, enquanto outras em países mais ricos são elegíveis para aplicar injecções de reforço.

Moçambique: Mais 28 óbitos 55 internados e 1490 infectados

Em Moçambique, mais de 28 pessoas perderam a vida e 1490 testaram positivo para a Covid-19, na sexta-feira, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde (MISAU).

Entre os óbitos, que ocorreram de quinta-feira para ontem na capital do país e províncias de Maputo Inhambane e Niassa, contam-se 17 mulheres, cujas idades variam de 20 a 87 anos.

A Direcção Nacional de Saúde Pública refere que 55 pacientes com complicações associadas à doença foram internados, 41 dos quais na capital; cinco na província de Maputo; três no Niassa; Inhambane, Manica e Zambézia, com dois doentes cada.

No período em análise, 52 indivíduos receberam alta hospitalar, permanecendo neste momento 460 pessoas a receber cuidados médicos.

As 1490 novas infecções foram detectadas de um total de 6150 amostras testadas pelos laboratórios nacionais. A cidade de Maputo e província de Inhambane concentram maior número de casos, com 460 e 232, respectivamente.

Ainda no período em análise, 542 pessoas recuperaram da doença nas províncias de Niassa, Zambézia e Gaza. Com estes dados, o cumulativo de indivíduos que se viram livres da doença subiu para 101.875.

Assim, o país conta com um cumulativo de 27.081 casos activos e 1566 óbitos.

Entretanto, mais 97.921 pessoas foram vacinadas contra a Covid-19 no âmbito da campanha massiva destinada a reduzir as formas graves e a taxa de letalidade devido à doença.

Com os vacinados de quinta-feira para ontem, passa para 676 mil o número de moçambicanos que já tomaram o imunizante desde o início do processo. Deste universo, 462.759 já alcançaram a imunidade completa por terem tomado as duas doses recomendadas pelas autoridades.

Com o início da vacinação massiva, o sector da Saúde espera abranger mais de 1,5 milhão de pessoas.

Fonte (ONU NEWS)

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