Dívidas Ocultas: Jean Boustani pode não aceitar vir a Moçambique

Boustani foi notificado várias vezes pela PGR, mas nunca se dignou a comparecer.

O gestor da Privinvest Jean Boustani, considerado peça-chave para o esclarecimento dos contornos do valor e outras ligações com os co-réus em julgmento há duas semanas, em conexão com o caso das dívidas ocultas, pode não aceitar vir a Moçambique.

Lembra-se que o mandato de captura internacional foi emitido há cerca de um ano pelas autoridades judiciais moçambicanas contra o gestor da Privinvest, no contexto da busca de esclarecimento sobre as dívidas ocultas, já está em sede da Polícia Internacional (INTEPOL).

Boustani foi notificado várias vezes pela PGR, quer na altura da elaboração do relatório da Kroll quer na instrução preparatória d processo, mas nunca se dignou a comparecer.

O mandado de captura aguarda melhor oportunidade para a sua execução, no âmbito do processo autónomo em que o franco-libanês é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os advogados que assistem o Ministério Público no caso “Dívidas ocultas”, em julgamento desde 23 de Agosto, na Penitenciária de Máxima Segurança, BO, requereram a audição do franco-libanês. Sob proposta do Ministério Público, o tribunal anuiu que a audição seja via videoconferência.

A PGR emitiu em Outubro do ano passado um mandado de captura internacional contra três ex-banqueiros do Credit Suisse, nomeadamente Andrew James Pearse, Detelina Subveva e Surjan Singh, e contra o representante do estaleiro da Privinvest Jean Boustani, envolvidos no caso das dívidas que lesaram o Estado moçambicano em cerca de 2.2 mil milhões de dólares. Igualmente, redigiu pedidos de extradição, validados pelo Tribunal Supremo, para o julgamento dos quatro no país.

O valor está relacionado com empréstimos contraídos entre 2013 e 2014 a filiais britânicas dos bancos de investimentos Credit Suisse e VTB pelas empresas estatais moçambicanas ProÍndicus, Ematum e MAM, sob aval do Estado.

Segundo a acusação que julga o caso, parte do valor – 50 milhões de dólares norte-americanos – foi repartida entre os réus Teófilo Nhangumele, Armando Ndambi Guebuza e Bruno Tandane Langa.

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