Frelimo reconhece papel de Portugal na busca de apoios para combater o terrorismo

O Secretário-Geral da Frelimo, Roque Silva, reconheceu ontem em Maputo, o papel preponderante que Portugal está a desempenhar junto a União Europeia, na mobilização de solidariedade e apoios para Moçambique fazer face ao desafio imposto pelos ataques terroristas, na província de Cabo Delgado.

Roque Silva que falava à imprensa após uma audiência que concedeu ao embaixador de Portugal em Moçambique, António Costa Moura, lembrou que este país lusófono, enviou para o país uma equipe de formadores da área militar que está a prestar apoios na formação das Forças de Defesa e Segurança (FDS), particularmente na componente de fuzileiros navais, que é uma demonstração clara do seu comprometimento na luta contra o terrorismo no Norte de Cabo Delgado.

“O encontro, serviu ainda para manifestarmos o nosso reconhecimento ao papel deste país no apoio a programas de desenvolvimento dentro das relações de cooperação existentes, assim como os esforço dos nossos irmãos do outro lado de Portugal, particularmente quando o país é fustigado por eventos calamitosos, tal como foi recentemente com os ciclones kenneth e Idai, em que assistimos uma grande movimentação de solidariedade e apoios que contribuíram para aliviar o sofrimento do nosso povo”, disse o SG.

Roque Silva afirmou que o encontro com o embaixador, foi uma oportunidade para se falar daquilo que pode ser o papel do partido Frelimo, tendo em conta a sua importância histórica, mas também, tendo em conta o facto de a Frelimo ser o partido no poder e que pode desempenhar um papel preponderante na consolidação de relações entre os dois países e a nível da CPLP.

Por seu turno, António Costa Moura explicou que foi apresentar cumprimentos ao SG da Frelimo, no âmbito de uma ronda de encontros de cortesia que tem estado a manter quer com autoridades institucionais, quer com os partidos políticos e organizações da sociedade civil, desde que iniciou as suas funções no país, a 17 de Março desde ano.

Disse que tratou-se de um encontro frutuoso no qual foi passado em revista, assuntos que marcam agenda bilateral entre os dois estados e povos.

“Focamo-nos em questões concretas que afectam geoestrategicamente os interesses de Portugal e de Moçambique na geografia onde se encontram respectivamente inseridos”, disse Moura, adiantando que foi uma oportunidade para uma abordagem sobre passiveis novas áreas de cooperação entre instituições e organizações políticas de ambos os estados.

Neste encontro, segundo o embaixador, falou-se também sobre as questões que marcam a agenda cultural, social e da afirmação das organizações da sociedade civil em ambos os países.

Em relação aos apoios que este país dá a Moçambique, no âmbito da cooperação bilateral, o embaixador explicou não ser necessário enumerá-los, sublinhando que as relações entre os dois países são mutuamente vantajosas em função de um critério de garantir o bem-estar e a qualidade de vida de respectivos povos. “Moçambique e Portugal mantêm relações de laços de sangue, de família e de filhos em comum”, disse, para quem isso é muito mais importante que os projectos existentes.

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