Renamo apela à participação da SADC

O PRESIDENTE da Renamo, Ossufo Momade, apelou esta segunda-feira, em Pemba, ao envolvimento dos países-membros da Comunidade de Desenvolvimento da  África Austral (SADC) nos esforços de Moçambique de combater os grupos terroristas que actuam nalgumas regiões da província de Cabo Delgado.

“Quando a casa do vizinho está a arder, não podemos ficar indiferentes porque a nossa também está em perigo. Por isso, a África do Sul, Zimbabwe, Botswana, Namíbia, Tanzânia e outros não podem ficar indiferentes ao que acontece neste momento em Moçambique”, disse Momade.

Para ele, a recusa de apoio internacional, sob pretexto de preservação da soberania nacional, não faz sentido porque, segundo afirmou, aquando da guerra dos 16 anos, que tinha como beligerantes o Governo e a Renamo, houve presença de militares de outros países.

O presidente da Renamo, que falava momentos depois de desembarcar no aeroporto de Pemba, disse que estava em Cabo Delgado para se solidarizar com as vítimas dos ataques terroristas.

“Vimos manifestar a nossa solidariedade com as vítimas dos ataques terroristas. Sabemos que são pessoas que, por conta da acção dos bandidos, ficaram sem suas casas, famílias e fontes de subsistência, o que para nós é lamentável”, afirmou.

Para além de entregar quantidades não especificadas de produtos alimentares às vitimas dos ataques, Ossufo Momade agendou visitas a alguns campos de acomodação dos deslocados internos.

Os ataques terroristas em Cabo Delgado, com maior incidência nos distritos de Mocímboa da Praia, Muidumbe, Quissanga, Nangade, Macomia, levaram 117.204  famílias a abandonar suas zonas de origem em busca de segurança noutros pontos da província.

No âmbito do plano de gestão de deslocados internos, o Governo criou 21 aldeias de reassentamento.

Através da Comissão Provincial de Apoio Social e Reconstrução, as autoridades continuam a solicitar recursos materiais e financeiros ao Governo central, grupos humanitários, organizações não-governamentais, parceiros de cooperação e empresariado local para os planos distritais de gestão dos deslocados.

Fonte: Jornal Notícias

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