AfWID: Distinção de Alice Banze Naietiane representa resiliência da mulher africana

A distinção da activista social moçambicana, Alice BanzeNaietiane, em Novembro de 2025, como uma das  100 mulheres influentes de África, representa resiliência e orgulho que enaltece o continente africano, e Moçambique em particular, no cenário internacional e no mundo.

Mulheres de diferentes países africanos que participam desde sábado, na África do Sul, na reunião de avaliação de AfWID – Movimento Voluntário de Mulheres, acreditam que a distinção da activista moçambiçana, resulta da sua entrega nas causas nacionais, regionais e continentais, com destaque para o combate as uniões prematuros, violência baseada no género, promoção da saúde sexual e reprodutiva e participação e representação política da mulher.

Alice Banze é Presidente da Academia da Mulher Africana, uma das fundadoras da Rede Africaana de Mulheres Líderes – UAF  nos paises Lusofonos de África – Diretora Executiva da Gender and Sustainable Development Association, com grande contributo nas áreas de Género, Governação, Direitos Humanos e Desenvolvimento Comunitário a nível de África”.

A distinção foi feita em Kigali, capital do Ruanda, durante a 4.ª edição do Prémio Mulheres Africanas – Maiores Ícones de África, que celebra as conquistas, a resiliência e a liderança das mulheres africanas em diversos setores.

Na ocasião, a distinguida foi felicitada pelo Presidente da República moçambicano, Daniel Francisco Chapo, que descreveu a conquista como resultado de “incansável engajamento de Alice Banze Naietiane.

Entretanto, falando em entrevista à órgãos de comunicação social nacional e regional, a margem da reunião da AfWID, na Áfricsa do Sul, Alice Banze, dedicou a distinção à mulher africana, em especial a moçambicana, sobretudo, aquela que atravessa problemas de vária ordem.

Destacou a resiliência da mulher moçambicana que apesar de enormes desafios, como conflitos em Cabo Delgado, desastres naturais, incluindo as inundações que neste momento registam-se no país, com destaque para as províncias de Maputo e Gaza, ela não desiste e continua a acreditar no fufuro.

Alice Banze é uma cientista social, com licenciatura em Ciencias Sociais, pela Universidade de Pretória, África do Sul, com especialidade em género e Desenvolvimento Comunitário. Está a frequentar o mestrado em política e Administração Eleitoral pela Universidade  de Santana, Itália. Tem uma carreira consolidada em organizações da sociedade civil, como Oxfam e Gender Links. Ela tem uma carreira rica que abrange 25 anos, com contribuições significativas para a justiça de gênero e o desenvolvimento sustentável. O seu trabalho tem sido fundamental para empoderar mulheres e comunidades, especialmente no contexto das mudanças climáticas e da gestão de recursos naturais. O compromisso de Alice Banze com a igualdade de gênero e os direitos das mulheres é evidente em sua participação ativa na Comissão Nacional de Eleições e em sua defesa da representação feminina em cargos de decisão governamentais.

 AfWID une mulheres africanas

A AfWID é uma plataforma inclusiva de diálogo que busca unir mulheres africanas de todas as origens sob o mesmo teto para debater sobre questões de importância continental. É uma plataforma anual de 5 dias, com sede na África do Sul.

Para este movimento, o diálogo dá voz às perspectivas e experiências de milhares de mulheres africanas. Sua intenção é criar um espaço para lançar ideias disruptivas e inovadoras, inaugurando novos futuros para uma África melhor.

Entende o movimento, que as mudanças necessárias residem nas mudanças que cada mulher pode fazer em sua própria capacidade no forum. “De mulheres de base á empresárias, mulheres no serviço público, mulheres rurais e urbanas, empreendedoras, ativistas, acadêmicas, estudantes e donas de casa, todas temos ideias, experiências e expertise frutíferas sobre como construir nosso mundo com as mulheres no centro”.

Por meio de apresentações informativas, debates interativos, bem como valiosos treinamentos e comissões baseadas em workshops, o fórum oferece um espaço empoderador para que os participantes compartilhem, aprendam, refletam e criem networking.

As participantes do encontro que termina amanhã, apontam como desafios parsa mulher africana, a lutam pela promoção da equidade do género, igualdade de direitos civis e pela emancipação cultural, económica e  política. Elas clamam  pela paz que urge estabelecer no mundo e em África,  particularmente para as mulheres que se encontram nas regiões vítimas do terrorismo, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, do Sudão e do Sahara do Leste.

Joana Macie, em Johannesburg