Ataques, mortos, reação de líderes mundiais e risco de escalada regional: entenda em poucos minutos o que aconteceu na guerra nas últimas horas.
A guerra entre Irã e Estados Unidos e Israel no Oriente Médio entrou no 5º dia com novos ataques, ameaças mútuas e a possibilidade de um novo líder supremo do regime dos aiatolás iraniano.
- Segundo a mídia internacional, Israel afirmou nesta quarta-feira que iniciou uma nova onda de bombardeios contra Teerã, capital do Irã. Explosões já foram registradas em diferentes partes da cidade, segundo a imprensa local;
- Em resposta, o Irã também ampliou seus ataques. Desde a madrugada, mísseis e drones foram lançados contra Israel e países do Golfo, como Catar e Kuwait, que informou ter interceptado projéteis em seu espaço aéreo.ℹ️ Esses países não participam diretamente da guerra, mas abrigam bases militares americanas, o que os transforma em possíveis alvos de retaliação iraniana.
- Nesta quarta, a mídia estatal iraniana disse que subiu para 1045 o número de mortospelos ataques dos EUA e de Israel ao país.
- OLíbano, onde Israel abriu uma nova frente da guerra no início da semana contra o grupo extremista Hezbollah, também estava sob intenso bombardeio na manhã desta quarta. Soldados entraram na cidade de Khiam, perto da fronteira com o norte de Israel, segundo a mídia estatal libanesa. Mais cedo, o Exército israelense enviou um alerta pedindo que os moradores de toda a região sul do Líbano deixem suas casas em direção ao norte do rio Litani, espécie de fronteira militar em conflitos entre Israel e o Hezbollah, grupo extremista libanês.
- Também nesta quarta está previsto acontecer o funeral do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto nos ataques realizados por Estados Unidos e Israel no fim de semana— um evento que pode mobilizar multidões e aumentar ainda mais a tensão política dentro do Irã. Nesta manhã, no entanto, a mídia estatal disse que o funeral pode ser adiado. Governos europeus começaram a reagir de forma mais direta ao conflito.
Por que a guerra começou
- Estados Unidos e Israel dizem que atacaram o Irã porque temem que o país esteja se aproximando da capacidade de produzir uma arma nuclear. O ponto central da disputa é o enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado tanto para energia quanto para fabricar bombas.
- O estopim: no sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos militares e nucleares no Irã. No bombardeio, morreu o líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
- Resposta iraniana: o Irã passou a lançar mísseis e drones contra Israel e países do Golfo, onde existem bases militares americanas.
- O conflito se espalhou: ataques já atingiram também Líbano, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, elevando o risco de uma guerra regional maior.
- Europa entra em alerta
- Governos europeus começaram a reforçar presença militar na região e discutir medidas de defesa. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a Europa precisa fortalecer sua capacidade militar e nuclear diante da escalada do conflito.
- Segundo a organização humanitária iraniana Crescente Vermelho, o número de mortos no Irã já passou de mil desde o início dos bombardeios. Há também mortes no Líbano, em Israel, no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos.
- Petróleo no centro da crise: O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Donald Trump afirmou que os Estados Unidos podem escoltar petroleiros para desafiar o bloqueio, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana disse ter controle total sobre o estreito.
- Disputa pelo poder no Irã: após a morte de Ali Khamenei, o país precisa escolher um novo líder supremo. O órgão responsável por essa decisão —a Assembleia dos Peritos, formada por 88 aiatolás— afirmou nesta quarta-feira estar “perto de escolher” o sucessor.
- Sem negociação: autoridades iranianas disseram que não pretendem negociar com os Estados Unidos neste momento e que o país está preparado para continuar a guerra.
Entenda quais são os países envolvidos
Líbano
Como forma de retaliação pela morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, o grupo Hezbollah, do Líbano, se envolveu no conflito, ampliando os ataques contra Israel, que revidou as ofensivas.
Emirados Árabes Unidos
O país tenta restaurar a normalidade, após uma série de ataques iranianos, que causaram evacuação em aeroportos e interrupção de voos, além de explosões em hotéis de luxo famosos de Dubai.
Bahrein
Assim como em Dubai, um hotel de luxo e prédios residenciais foram atingidos na capital do Bahrein. Nesta segunda-feira (2), autoridades revelaram que destroços de um míssil interceptado iraniano provocaram um incêndio em um navio.
Arábia Saudita
O Ministério da Defesa afirmou, nesta terça-feira (3), que drones iranianos foram interceptados perto das cidades de Riade e Al-Kharj. O país também registrou um ataque contra a embaixada dos Estados Unidos, em Riade, e outro perto de uma refinaria de petróleo, em Ras Tanura.
Kuwait
O país, que abriga bases militares dos Estados Unidos, interceptou centenas de mísseis e drones desde o início do conflito, segundo a mídia estatal. Mortes contra membros das forças armadas norte-americanas também foram registradas.
Omã
Embora tenha tentado mediar o conflito entre Washington e Teerã no início, Omã sofreu ataques iranianos contra uma embarcação de petróleo e um navio-tanque, que estava em um porto comercial.
Catar
Catar registrou o primeiro relato de um avião de guerra enviado pelo Irã desde o começo da guerra. Até então, as forças iranianas estavam atacando apenas com mísseis e drones. O país também sofreu ataques contra instalações de gás natural.

