O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, exortou hoje aos membros desta formação política a olharem para o Comité Central reunido desde hoje até sábado, como oportunidade para debates profundos e consolidação da coesão e da unidade, não só entre os “camaradas”, mas entre todos os moçambicanos.
O CC que se reúne, a partir de hoje até sábado, na cidade da Matola, província de Maputo, na sua IV Sessão Ordinária é um encontro onde os quadros desta formação política irão debater matérias estratégicas e reafirmar o seu compromisso com o diálogo inclusivo, promoção da paz e da unidade nacional, bem como a construção de um Moçambique próspero e coeso.
Trata-se da primeira sessão a ser dirigida por Daniel Chapo na qualidade de presidente do partido, eleito e empossado a 14 de Fevereiro último, em substituição de Filipe Nyusi, que dirigiu a Frelimo nos últimos dez anos.
O Comité Central é constituído por mais de 250 membros e participam também os presidentes honorários, Joaquim Chissano e Armando Guebuza, bem como convidados nacionais e estrangeiros.
O programa deste CC inclui a apreciação dos relatórios da Comissão Política; do Secretariado do Comité Central e do Gabinete Central de Preparação das Eleições; a avaliação das propostas do Plano de Actividades e Orçamento do Partido para 2025; do Programa Quinquenal do Governo (2025-2029) e do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para 2025, indica o documento.
O Presidente da Frelimo, explicou que o encontro inaugura um novo ciclo político e agradeceu pela confiança depositada pelo Comité Central em relação à responsabilidade de presidir a força partidária, e expressou a sua satisfação por contar com o apoio dos líderes que o antecederam, nomeadamente, Joaquim Chissano, Armando Guebuza e Filipe Nyusi, com os quais tem falado permanentemente para “beber da sua experiência”.
Aos seus “camaradas”, Daniel Chapo disse que as eleições de 9 de Outubro foram disputadas numa conjuntura em que houve interessados, ao nível interno e externo, em tirar a Frelimo, a todo o custo, do poder, numa estratégia de afastar os partidos libertadores da região. Mas, frisou Chapo, a Frelimo preparou-se e organizou-se, o que permitiu o seu candidato vencer os seus adversários, numa expressão genuína e respeito à vontade popular. Por isso, o presidente do partido felicitou os membros do Comité Central e os mais de 5 milhões de membros da Frelimo pelo engajamento na construção da vitória.