A violência contra as mulheres volta a gerar alarme na África do Sul. Em apenas dez semanas, 11 mulheres foram encontradas mortas no município de Ekurhuleni, a leste de Joanesburgo, sendo oito dos corpos descobertos durante o mês de Setembro. A Polícia investiga os casos e procura determinar se existe alguma ligação entre as mortes.
O último corpo foi localizado por volta do meio-dia de domingo, 27 de Setembro, quando uma viatura de uma empresa de segurança que patrulhava a zona avistou a vítima e alertou a Polícia sul-africana. Até ao momento, as autoridades não tinham divulgado a identidade nem a idade da mulher, e as circunstâncias exactas da sua morte permaneciam por esclarecer.
A nova descoberta ocorreu apenas um dia depois de outra mulher ter sido encontrada morta nas proximidades de um cemitério, também no município de Ekurhuleni. Segundo o chefe provincial da Polícia, tenente-general Tommy Mthombeni, havia indícios preliminares de que essa vítima teria sido morta com pedras.
Dos 11 corpos encontrados ao longo de 10 semanas, oito foram localizados apenas durante o mês de Setembro, segundo as autoridades. A maioria das vítimas identificadas nas investigações anteriores tinha entre os 20 e os 30 anos, e algumas foram encontradas parcialmente despidas e com indícios de violência sexual.
A sequência de mortes provocou crescente preocupação entre os residentes de Ekurhuleni, numa altura em que a África do Sul continua a enfrentar elevados níveis de violência contra as mulheres. Moradores de áreas onde alguns dos corpos foram encontrados relataram mudanças nas suas rotinas e maior receio de circular sozinhos em zonas isoladas.
Polícia investiga possível ligação entre os casos
As autoridades constituíram uma equipa multidisciplinar para investigar os casos, envolvendo detectives, especialistas em cenas de crime, elementos de inteligência criminal e especialistas em psicologia investigativa. No entanto, a Polícia ainda não confirmou que as 11 mortes estejam relacionadas entre si.
Quatro pessoas encontram-se sob custódia no âmbito das investigações relacionadas com os homicídios. Num dos casos mais recentes, um homem suspeito de ligação à morte de uma mulher encontrada junto a um cemitério foi detido a cerca de 400 quilómetros do local do crime, depois de alegadamente ter deixado a região.
As investigações prosseguem para determinar a identidade das vítimas, as circunstâncias de cada morte e se existe um padrão comum entre os casos.