A antiga primeira-dama defende maior proximidade da Frelimo com as comunidades e medidas práticas para enfrentar a pobreza, o analfabetismo, a fome e a falta de água
Graça Machel defende que a luta contra a pobreza, a fome, o analfabetismo e a falta de acesso à água deve deixar de ser apenas uma preocupação expressa em discursos e transformar-se em acções concretas. A posição foi manifestada esta sexta-feira (21), em Chimoio, província de Manica, à margem da 11.ª Conferência Nacional de Quadros da Frelimo.
Segundo o jornal O País, Graça Machel considera que o encontro, que reúne cerca de três mil delegados e convidados, deve produzir propostas capazes de responder aos problemas que afectam directamente a população.
“Temos de sair desta reunião tendo discutido os principais problemas que consideramos que o partido tem de atender e propor soluções para, daqui, trabalharmos com o povo”, afirmou.
A antiga primeira-dama defendeu igualmente o reforço da ligação entre a Frelimo e as comunidades, considerando fundamental que os membros do partido estejam mais próximos da população para conhecer as suas dificuldades e contribuir para a procura de respostas.
Entre as prioridades apontadas estão a redução da pobreza e da fome, o combate ao analfabetismo e a melhoria do acesso à água, desafios que, na sua perspectiva, exigem uma intervenção coordenada e orientada para resultados.
Para Graça Machel, a acção política deve traduzir-se em mudanças visíveis nas condições de vida dos moçambicanos. “Essa é a linguagem que eu conheço”, afirmou, sublinhando que reconhecer os problemas é apenas o primeiro passo, sendo necessário avançar para medidas práticas.
A 11.ª Conferência Nacional de Quadros da Frelimo decorre sob a direcção do presidente do partido, Daniel Chapo, e debate os principais desafios políticos, económicos e sociais do país, com vista à definição de orientações para os próximos anos.
O encontro antecede a 4.ª Sessão Extraordinária do Comité Central da Frelimo, agendada para 26 de Agosto, também em Chimoio.