Mohammed VI empossa novo Governo de Marrocos sob liderança de Fatima Ezzahra El Mansouri

Nova equipa governativa integra quatro partidos e promete medidas concretas para responder às expectativas dos cidadãos, com prioridades definidas pelas orientações do Rei.

Rabat, 16 de Outubro de 2026 — O Rei Mohammed VI presidiu, esta sexta-feira, no Palácio Real de Rabat, à cerimónia de nomeação dos membros do novo Governo de Marrocos, liderado por Fatima Ezzahra El Mansouri, que assumiu o compromisso de desenvolver um programa de acção orientado para responder às expectativas dos cidadãos e enfrentar os principais desafios do país.

A cerimónia marcou a formalização da nova equipa governativa, cujos membros prestaram juramento perante o soberano, antes de posarem para uma fotografia oficial. O acto contou com a presença do camareiro do Rei, Sidi Mohammed El Alaoui.

Na primeira declaração à imprensa após a nomeação, a chefe do Governo agradeceu a Mohammed VI pela confiança depositada na nova equipa e anunciou a preparação de um programa ambicioso, em conformidade com as orientações reais, particularmente as expressas nos discursos do Dia do Trono e da abertura do ano legislativo.

Segundo Fatima Ezzahra El Mansouri, o novo Executivo reúne quatro partidos políticos com princípios comuns e programas convergentes, que já tinham colaborado em diferentes configurações. A governante afirmou que a maioria assenta numa visão partilhada e num plano de acção comum.

A chefe do Governo destacou igualmente a integração de profissionais qualificados e experientes, bem como a representação das mulheres e dos jovens na composição do Executivo.

Programa será submetido ao Parlamento

Um dos compromissos anunciados pela nova chefe do Governo é a apresentação de um programa governamental às duas Câmaras do Parlamento. O documento deverá incluir medidas e soluções concretas para responder às aspirações dos cidadãos e enfrentar os desafios nacionais.

A implementação será feita através de políticas públicas destinadas a produzir resultados tangíveis e positivos na sociedade, segundo a declaração de El Mansouri. O anúncio coloca a execução do programa, a capacidade de resposta dos serviços públicos e os resultados das políticas governamentais entre os aspectos a acompanhar durante o novo ciclo político. A eficácia do Executivo dependerá, em particular, da tradução dos compromissos

anunciados em medidas concretas e resultados verificáveis. Economia, segurança e transformação digital entre as áreas governativas A composição do novo Governo contempla sectores como a economia e as finanças, a

segurança interna, a diplomacia, a justiça, a agricultura, a saúde, a educação, a energia, os transportes, o emprego e a protecção social. Fouzi Lekjaa assume a pasta da Economia, Finanças e Desempenho Público, enquanto Abdelouafi Laftit permanece à frente do Ministério do Interior e Nasser Bourita dirige os Negócios Estrangeiros, a Cooperação Africana e os Marroquinos Residentes no Estrangeiro.

A equipa inclui ainda Ahmed Rahhou como ministro da Inteligência Artificial, Transformação Digital e Reforma Administrativa, conferindo destaque institucional à digitalização e à modernização da administração pública.

Na área social, o Executivo integra ministérios responsáveis pela Saúde e Protecção Social, Educação Nacional, Formação Profissional, Emprego, Família, Desenvolvimento Social e Igualdade. A agricultura, as pescas marítimas e a soberania alimentar constituem igualmente áreas expressamente contempladas na estrutura governativa.

A nova equipa inclui também responsáveis pelos sectores da Juventude, Cultura e Desporto, Ensino Superior, Investigação Científica e Inovação, Turismo, Artesanato e Economia Social e Solidária.

Composição do novo Governo

Fatima Ezzahra El Mansouri — Chefe do Governo

Entre os principais membros do Executivo figuram:

Fatima Ezzahra El Mansouri — Chefe do Governo;

Abdelouafi Laftit — Ministro do Interior;

Nasser Bourita — Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Africana e dos

Marroquinos Residentes no Estrangeiro;

Abdellatif Ouahbi — Ministro da Justiça;

Fouzi Lekjaa — Ministro da Economia, Finanças e Desempenho Público;

Nizar Baraka — Ministro do Equipamento, Água e Florestas;

Nabil Benabdallah — Ministro da Educação Nacional, Educação Pré-escolar,

Formação Profissional e Desenvolvimento de Competências;

Youns Bjijou — Ministro da Saúde e Protecção Social;

Khalid Hatimy — Ministro da Agricultura, Pescas Marítimas e Soberania Alimentar;

Ryad Mezzour — Ministro da Indústria, Comércio, Investimento e Inclusão Económica;

Charafat Afailal — Ministra da Energia, Minas e Desenvolvimento Sustentável;

Abderrahim Chahid — Ministro do Emprego e do Diálogo Social;

Ahmed Rahhou — Ministro da Inteligência Artificial, Transformação Digital e Reforma

Administrativa;

Najwa Koukouss — Ministra da Família, Desenvolvimento Social e Igualdade;

Samir Belfkih — Ministro do Planeamento Territorial Nacional, Desenvolvimento

Urbano, Habitação e Política Urbana, e porta-voz do Governo.

A estrutura inclui ainda ministros delegados responsáveis por áreas específicas, entre as quais a Administração da Defesa Nacional, as relações com o Parlamento e a sociedade civil, o comércio externo, a pesca marítima, a educação pré-escolar, a formação profissional, a habitação, a juventude, a inclusão social, a reforma administrativa e a economia social e solidária.

Expectativas e desafios do novo Executivo

A formação do Governo abre uma nova etapa na execução das prioridades políticas e económicas do Reino. O compromisso de apresentar medidas concretas e produzir impactos positivos coloca a implementação do programa governamental no centro da avaliação pública da nova equipa.

A apresentação do programa às duas Câmaras do Parlamento deverá permitir conhecer com maior detalhe as prioridades, os instrumentos de execução e as metas que o Executivo pretende estabelecer.

Para além da composição ministerial, o principal teste será a capacidade de transformar as orientações anunciadas em políticas públicas com resultados concretos para a população, num quadro de coordenação entre os diferentes sectores governativos e de responsabilização perante as instituições e os cidadãos.