Dia da Vitória: Chapo aponta conhecimento e produção como desafios da juventude

Presidente da República estabelece paralelos entre a luta de libertação nacional e os desafios da actual geração, defendendo uma juventude comprometida com o desenvolvimento económico do país.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu que a juventude moçambicana deve assumir um papel central na construção do desenvolvimento económico do país, colocando o conhecimento, a ciência, a tecnologia, a produção e o empreendedorismo no centro da sua actuação.

A posição foi apresentada durante as cerimónias alusivas ao Dia da Vitória, ocasião em que o Chefe do Estado evocou o percurso da Luta de Libertação Nacional para estabelecer um paralelo entre os desafios enfrentados pelas gerações anteriores e as responsabilidades da juventude no presente.

Na sua intervenção, Chapo considerou que as circunstâncias históricas mudaram e, com elas, também a natureza dos desafios que se colocam às novas gerações. Se a geração da luta de libertação nacional teve como principal objectivo alcançar a independência política, a juventude actual deve concentrar os seus esforços na consolidação do desenvolvimento e na conquista da independência económica.

“A vossa luta, jovens, deve ser de conhecimento, luta de ciência, de tecnologia, de produção e de empreendedorismo para a transformação económica deste nosso Moçambique”, afirmou.

O Presidente recordou que, no período que antecedeu e sucedeu à independência, Moçambique enfrentava importantes limitações no acesso à educação, saúde e energia. Segundo Chapo, a expansão registada nestas áreas ao longo dos anos demonstra parte do percurso realizado pelo país, mas também evidencia a necessidade de prosseguir com o processo de desenvolvimento.

É neste contexto que o Chefe do Estado atribui à juventude uma responsabilidade particular. Na sua perspectiva, a nova geração deve transformar as oportunidades existentes em capacidade produtiva, inovação e criação de riqueza, contribuindo para reduzir a dependência económica e fortalecer as bases do desenvolvimento nacional.

O legado da geração da independência

Ao referir-se aos jovens que participaram na luta de libertação, Chapo destacou a determinação daquela geração em assumir directamente a responsabilidade pela construção do futuro.

“Não esperavam que alguém construísse o futuro por eles. Eles próprios decidiram construir este futuro”, afirmou.

A referência serviu para reforçar a ideia de que a juventude actual deve igualmente assumir responsabilidades perante os desafios do país, embora por meios diferentes dos utilizados durante a luta de libertação.

Nesse sentido, Chapo apelou aos jovens para que não sejam instrumentalizados pela violência, manipulação ou discursos de ódio, defendendo que a participação da juventude na vida nacional deve estar orientada para a formação, o trabalho, a inovação e a produção.

A intervenção do Presidente coloca a questão da independência económica entre os principais desafios da actualidade. Para o Chefe do Estado, a consolidação dessa independência passa necessariamente pela capacidade de Moçambique formar recursos humanos qualificados, desenvolver tecnologia, aumentar a produção nacional e estimular o empreendedorismo.

A mensagem surge num contexto em que a juventude representa uma parcela significativa da população moçambicana e enfrenta desafios relacionados com o acesso à educação, emprego e oportunidades económicas.

Ao associar a celebração do Dia da Vitória aos desafios contemporâneos, Chapo procurou, assim, atribuir à data uma dimensão que ultrapassa a memória histórica, apresentando-a também como uma oportunidade para reflectir sobre as responsabilidades das novas gerações na construção do futuro do país.