O Secretário de Estado na Província de Gaza, Jaime Neto, visitou na quarta-feira (29) os viveiros de Mutxuqueta, no distrito de Chibuto, Nhancutse, no distrito de Chongoene, e Chizavane, no distrito de Mandlakazi, para avaliar o nível de preparação das infraestruturas destinadas à multiplicação de mudas de cajueiro. A iniciativa enquadra-se no objetivo do Governo de aumentar a produção nacional de castanha de caju.
Durante a visita, Jaime Neto afirmou que, caso a população aposte seriamente na produção de cajueiros, dentro de uma década a província poderá registar melhorias significativas na comercialização da castanha de caju. “Gaza tem um enorme potencial para a produção de castanha de caju. Queremos integrar-nos plenamente neste objetivo nacional, mas era importante avaliar primeiro as capacidades técnicas dos viveiros”, afirmou.

O dirigente manifestou satisfação com o trabalho desenvolvido nos viveiros, destacando o empenho das equipas na produção de mudas à máxima capacidade. Segundo explicou, além de abastecerem as comunidades locais, os viveiros também fornecem plantas para distritos que ainda não dispõem destas infraestruturas. “Deve haver uma forte mobilização da nossa população para plantar cajueiros”, apelou.
Jaime Neto sublinhou ainda que o caju oferece diversas oportunidades de aproveitamento económico. Além da castanha, a maçã de caju pode ser utilizada na produção de sumos nutritivos, enquanto a castanha continua a ser um produto de elevado valor comercial, tanto para o mercado interno como para exportação.
O Secretário de Estado lamentou que algumas fábricas de processamento existentes na província estejam paralisadas devido à escassez de matéria-prima. Na sua perspetiva, o aumento da produção permitirá criar condições para a reativação dessas unidades industriais e para a dinamização da economia local.
O governante reconheceu, contudo, que persistem desafios relacionados com o tratamento fitossanitário dos cajueiros. Nesse sentido, anunciou que está para breve a implementação de um programa que permitirá aos produtores adquirir produtos químicos para pulverização mediante uma comparticipação.

Acrescentou que o Governo já está a apoiar os produtores com atomizadores e trabalha para garantir que, em cada distrito, exista um ponto de venda de produtos fitossanitários destinados ao tratamento das plantas.
Por fim, Jaime Neto apelou ao Instituto de Amêndoas de Moçambique para que continue a reforçar a assistência técnica aos viveiros e assegure que não faltem mudas de cajueiro às comunidades, de forma a impulsionar a produção e contribuir para o crescimento sustentável do sector.
RTIC-GSE-GAZA, 2026/zebrando