Governo decreta dois dias de luto após acidente que causou mais de 30 mortos

O Conselho de Ministros decretou luto nacional de dois dias, a partir de quarta-feira, pela morte de mais de 30 pessoas num acidente de viação em Maputo, anunciando a criação de uma comissão de inquérito para investigação.

“Durante este período, a bandeira nacional e pavilhão presidencial serão içados em meia haste”, disse à comunicação social o porta-voz do Governo, Filimão Suaze, momentos após uma sessão do Conselho de Ministros em Maputo.

A medida surge na sequência de um acidente de viação registado na noite de sábado, envolvendo dois camiões e um autocarro da transportadora Nhancale, que tentou fazer uma ultrapassagem irregular, embateu num dos camiões e capotou, provocando a morte de, pelo menos, 32 pessoas e ferindo outras 28, das quais 12 com gravidade.

Além de decretar o luto nacional, o Conselho de Ministros de Moçambique decidiu criar uma comissão de inquérito independente para averiguar as causas do acidente e propor soluções para travar tragédias desta magnitude.

“O Governo orienta para que se tomem diligências com vista a apurar as responsabilidades dos intervenientes neste acidente e assumir-se as responsabilidades para com as famílias e as vítimas”, declarou o porta-voz do Governo moçambicano.

Em média, pelo menos mil pessoas morrem anualmente em acidentes de viação em estradas moçambicanas, segundo dados avançados à Lusa, em maio, pela Associação Moçambicana para Vítimas de Acidentes de Viação (Amviro).

Em 2020, o país registou o número mais baixo de fatalidades nas estradas dos últimos 10 anos (855 óbitos), um dado associado às restrições impostas pela covid-19

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