Cidadãos moçambicanos poderão, a partir de 2 de abril de 2026, ser obrigados a pagar uma caução que pode chegar aos 15 mil dólares para obter vistos de curta duração para os Estados Unidos da América.
A nova exigência das autoridades norte-americanas entra em vigor a 2 de abril de 2026 e visa travar a imigração ilegal de cidadãos que excedem o tempo de permanência autorizado.
Segundo o Departamento do Estado norte americano, a medida insere-se num programa das autoridades norte-americanas para reduzir a imigração ilegal, sobretudo de pessoas que permanecem no país após o fim do visto. O valor da caução não é fixo, podendo variar entre aproximadamente 320 mil e 960 mil meticais, conforme a avaliação consular.
Além de Moçambique, a exigência poderá abranger cidadãos de vários países, incluindo alguns africanos como Nigéria, Gana e Etiópia, bem como nações da Ásia e da América Latina consideradas de maior risco migratório.
A caução funciona como uma garantia financeira e poderá ser devolvida caso o viajante cumpra t Ainda de acordo com a explicação, ao abrigo do programa, os requerentes de visto de países designados, muitos dos quais em África, que apresentam elevadas taxas de permanência ilegal, têm de prestar cauções de 5 mil, 10 mil ou 15 mil dólares, dependendo das suas circunstâncias e do critério do funcionário consular responsável pelo processamento do pedido.
“O programa de cauções para vistos já se revelou eficaz na redução drástica do número de titulares de vistos que excedem o prazo de permanência e continuam ilegalmente nos Estados Unidos”, argumentou o Governo norte-americano na nota, acrescentando que quase 97% das cerca de mil pessoas que pagaram a caução não excederam o prazo de permanência do seu visto
Assim, o Departamento de Estado estima que expulsar um migrante do país custa, em média, mais de 18 mil dólares, pelo que considera que este sistema permitirá aos contribuintes norte-americanos poupar até 800 milhões de dólares, por ano.





