Cabe ao Governo definir os tipos de apoio que precisa para combater o terrorismo

O Secretário-Geral da Frelimo, Roque Silva, reiterou ontem, em Maputo, que cabe ao Governo definir o tipo de apoio que precisa da comunidade internacional para combater o terrorismo que assola a província de Cabo Delgado.

Falando a jornalistas após uma audiência que concedeu à delegação do governo francês que se encontra no país, Roque Silva disse que caso chegue à conclusão de que necessita de apoio, será o próprio Governo de Moçambique a definir quem deve ajudar e como deve fazê-lo.

Os jornalistas questionaram se há alguma possibilidade de apoio militar francês para Cabo Delgado, tendo Silva sublinhado que o Presidente da República, Filipe Nyusi, já se posicionou sobre esta questão na sua declaração à nação no dia 7 de Abril.

Nessa comunicação, o Chefe do Estado afirmou que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) vão continuar a empenhar-se para expulsar os terroristas para longe do território nacional e solicitou apoio à comunidade internacional, mas que não pode substituir o esforço dos moçambicanos.

Segundo Roque Silva, a França reiterou, no encontro, o seu comprometimento no apoio humanitário, que é um dos grandes dramas que o país vive neste momento devido aos ataques terroristas.

As duas delegações passaram também em revista alguns aspectos relacionados com a deslocação do Presidente Filipe Nyusi à França, no dia 18 deste mês, para participar na conferência sobre o financiamento das economias africanas.

“Sobre este encontro, a França colocou-nos a sua visão e pediu o nosso apoio político para que este evento traga resultados, em particular para os países africanos, com destaque para Moçambique”, disse Roque Silva.

Acrescentou que a Frelimo reconhece e agradece a solidariedade internacional que o país tem estado a receber para combater o terrorismo, implementação do programa de desenvolvimento e na luta contra a Covid-19, onde a França é um parceiro estratégico de cooperação.

Por seu turno, o embaixador da França em Moçambique, David Izzo, que se fazia acompanhar pelo director para África, do Ministério dos Negócios Estrangeiros da França e encarregada de Relações com África Austral e Oceano Índico, informou que o seu país deu importantes financiamentos nas últimas semanas a Moçambique.

Trata-se de ajuda feita través do programa de apoio aos deslocados das vítimas do terrorismo em Cabo Delgado, tendo o embaixador informado a jornalistas que foram discutidos vários pontos na audiência.

A delegação francesa visitou a província de Cabo Delgado e ficou preocupada devido ao drama humanitário vivido pelos deslocados dos ataques terroristas, alguns nos centros de acomodação e outros em casas de familiares.

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