Moçambique pede assistência humanitária para as vitimas de terrorismo

O governo moçambicano pediu hoje (02 de Junho), apoio a organizações internacionais e missões diplomáticas para ajudar na mobilização de assistência humanitária para vítimas do terrorismo em Cabo Delgado.

O pedido foi manifesto pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo Dlhovo, numa reunião com o corpo diplomático acreditado em Moçambique, na qual frisou que o Governo dá  primazia a cooperação militar a nível bilateral e multilateral com ênfase no apoio logístico e de saúde, formação e treino para as Forças de Defesa e Segurança, entre outros.

A Ministra explicou que tendem a subir o número dos deslocados, dai o pedido de mais apoio humanitário. Na ocasião, Macamo partilhou com os diplomatas que o terrorismo em Cabo Delgado já provocou cerca de Oitocentos Mil deslocados internos e destruiu várias infra-estruturas.

A chefe da diplomacia moçambicana fez saber que para o combate ao terrorismo, o governo tem estado a dar primazia a cooperação militar bilateral na vertente de formação e treino das forças de defesa e segurança.

“Gostaria de reiterar o apelo do Governo de Moçambique à todas as missões diplomáticas, organizações internacionais e regionais para nos ajudarem na mobilização de mais apoios para fazermos face a emergência humanitária que assola Cabo Delgado, em virtude de o número de deslocados estar a subir elevando-se consequentemente as necessidades de assistência as populações, em particular as necessidades alimentares”, apelou Verónica Macamo.

Mesmo assumindo a necessidade de apoio, o Governo adoptou, segundo Verónica Macamo, uma abordagem holística para melhor enfrentar os ataques terroristas designadamente a necessidade de acolher e prestar assistência humanitária aos deslocados; obrigação de dar continuidade a intensificação de esforços militares para combater e eliminar os terroristas; pertinência de levar a cabo projecto de desenvolvimento na zona norte apostando na formação técnico-profissional, iniciativas comerciais e criação de empregos e auto-emprego para a juventude.

A governante partilhou com os diplomatas que os ataques terroristas já ceifaram muitas vidas humanas provocando cerca de 800 mil deslocados, destruição de infra-estruturas económicas e sociais que resultaram em avultados danos a economia.

A governante disse que esta migração forçada de milhões de pessoas, tem levantado problemas de reassentamento populacional, assistência alimentar, necessidades de cuidados médicos e sanitários à milhares de famílias, sobretudo de mulheres, crianças e idosos, facto que provoca uma situação de emergência humanitária de proporções cada vez mais complexas.

Nesta reunião com o corpo diplomático, pretendia-se partilhar o ponto de situação política, económica e social do país, cenário de emergência no país na sequência de mortes provocadas pelo terrorismos e desastres naturais, aflorar algumas questões da cimeira extraordinária da dupla troika da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC),  avaliar a evolução da candidatura de Moçambique a membro não permanente do Conselho das Nações Unidas, entre outros.

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